quinta-feira, 4 de abril de 2019

Como lidar com parentes passivo agressivos

Todo mundo conhece alguém que não consegue (e não quer) lidar com emoções como a frustração, a raiva, a mágoa, etc.; a convivência com esse tipo de personalidade pode ser complicada, principalmente se a pessoa em questão for um pai ou um parente próximo. Como resultado, a comunicação (aspecto vital da vida familiar) é comprometida, afectando o dia a dia doméstico. Você deve ser compreensivo e paciente, mas não deve se deixar levar pelas manipulações de pessoas passivo-agressivas, mesmo que elas sejam seus pais; tenha consciência de que eles apelarão para a chantagem emocional e indirectas maldosas. Para lidar com isso, é necessária uma abordagem efectiva e muita resistência para não ser contaminado pelo chorume emocional.

Repreensões constantes e falta de reconhecimento. A dificuldade em reconhecer talentos ou um trabalho bem feito costuma ser sinal de ressentimento pessoal, um dos pilares do comportamento passivo-agressivo.

Comentários maldosos e alfinetadas sutis. Frequentemente, quando um passivo-agressivo é pego no ato, a tendência é ele dizer que não tem culpa se você não entendeu o que ele disse – talvez ele até o desminta na cara dura.

Reflita sobre o que seus pais fazem para você achar que eles são passivo-agressivos. Essa é uma característica comportamental muito sutil, embora ela seja mais facilmente detectada depois de se tornar um padrão; infelizmente, ele tende a se agravar à medida em que a pessoa se acostuma a agir assim. Com isso em mente, pense nos aspectos que o incomodam no comportamento de seus pais. Por exemplo, existe uma diferença entre ficar aborrecido porque eles discordaram de você momentaneamente, e estar cansado de vê-los batendo as portas dos armários de raiva e, quando você pergunta o que há de errado, a resposta é sempre aquele “Não foi nada”.

Tenha consciência de que a razão primária para a agressividade velada é minar, desmoralizar ou ridicularizar você, mas sem sofrer retaliação.

Tenha consciência de que a razão primária para a agressividade velada é minar, desmoralizar ou ridicularizar você, mas sem sofrer retaliação. O nome dado a esse comportamento é dissimulação; distribuir alfinetadas, piadas de mau gosto, sarcasmo, demonstrações de falsa superioridade e afins são maneiras de disfarçar a agressividade, fazer parecer que a intenção não era ofender, quando na verdade era exatamente esse o propósito

Não se permita participar dos joguinhos. 

Não se permita participar dos joguinhos. As relações familiares tornam tudo mais difícil, e nossos pais sabem bem onde pegar quando querem nos afectar. Com isso em mente, aprenda a não se abater; fortaleça-se e ensaie mentalmente iterações positivas antes de falar com eles. Imagine um diálogo saudável, isso pode ajudá-lo a segurar as pontas em um momento de pressão.
Pense algo como “Lá vem vovó com seus comentários irónicos de novo. Dessa vez ela não me atingirá, eu não darei ouvidos à amargura dela em relação a X – eu tenho um propósito e não desistirei dele” ou “Fulano está sendo injusto e as coisas que ele diz só podem ter a intenção de me sabotar. Eu sei que ele está descontando a frustração dele e, se eu ficar aborrecido, ele conseguirá o que quer. Eu não pretendo mudar de ideia e posso ignorá-lo ou enfrentá-lo”.

Não permita que seus pais façam pouco caso de você

Não permita que seus pais façam pouco caso de você. Talvez eles respondam suas perguntas com uma postura cínica, como dizer que você faz “mimimi”, mas essa é mais uma estratégia manipuladora. Nesse caso, diga que você realmente quer saber a resposta para a sua pergunta, demonstre interesse genuíno pela opinião deles, mesmo que ela seja contrária à sua. Essa técnica os desarmará, já que atitudes passivo-agressivas podem ser geradas por uma insegurança para se expressar e encarar outras opiniões. Mostrar que o que eles têm a dizer importa pode fazer com que seus pais abaixem a guarda e comecem a se comunicar com mais honestidade.


Pare de depender de seus pais.

Pare de depender de seus pais. Se eles sempre fazem promessas vazias e não cumprem o que dizem, o melhor é não contar com eles. Siga com sua vida e não pense mais nisso. Quando precisar de ajuda para alguma coisa, procure outras pessoas.

Um irmão ou outro parente que tenha jeito com seus pais pode escutar suas preocupações e sentimentos, talvez até falar com eles para que parem de fazer joguinhos com você.
Seja um bom exemplo. Falar como se sente e expor o que pensa envolve o risco de não ser levado a sério ou ser rejeitado de qualquer forma. Sua coragem mostrará para seus pais que você confia o suficiente neles para ter esse papo e pode incentivá-los a fazerem o mesmo.
Se mudar o comportamento deles for impossível, evite-os; pessoas sem limites não costumam estar aptas ao aprimoramento pessoal.

Quando alguém fizer questão de manter a própria versão e insistir que o problema é você, afaste-se. Deixe claro que você não se sente à vontade na presença da pessoa e que se sente mal com as atitudes que ela toma. Conviva o mínimo possível mas, se ela expressar arrependimento, não hesite em perdoá-la.

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